"O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que sofrem, muito curto para os que se alegram. Mas para os que amam, o tempo é eterno". (Henry Van Dyke)
Devaneios



Perfil

Nome: Jullys
Idade: 27
Primeiro Devaneio: 10/07
Mora em: São João Del Rei (MG)
Eu ... acho que a mais proveitosa de todas as faculdades humanas é a possibilidade de pensar, entender, e, sobretudo, compreender as coisas que acontecem à nossa volta. Não sei se isso ocorre devido ao aspecto astrológico que me governa - câncer com ascendente em escorpião - ou aos imensos "tombos" que já levei em minha caminhada. Mas, atualmente, acredito que devemos viver um dia de cada vez, sem nos cobrar, sem cobrar do próximo, e amando sempre... Por que amor, quando é realmente amor é incondicional...


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Sábado, Setembro 22, 2007

Acessem e opinem:

DEVANEIOS


P.s.: Quem passa por aqui e deixa recado, favor deixar no blog novo ok?
E Gabriela, não tive como te responder, vc não deixou o e-mail...


Devaneado por Jullys, em 23:56


Quinta-feira, Junho 07, 2007

vou deixar esse post só pra não ser desativada...



Devaneado por Jullys, em 18:26


Sábado, Outubro 14, 2006

Bem... aqui estou eu novamente!
No último post ( há décadas atrás... ), eu ainda morava em Ubá, e não andava tendo muito o que contar...
Depois disso, fui pra Barbacena, tirei férias ( que de férias de verdade não teve quase nada! ), e me mudei para São João Del Rei.
Fiquei até ontem sem acesso à net em SJDR, e mesmo assim ela ainda é precária ( isso mesmo, voltei à conexão discada temporariamente ).
E ... novidades ???
Hummm... a cidade é muito legal, tô gostando muito mais daqui do que gostava de Ubá, mas ainda não fiz amigos.
Logo, não aproveito quase nada do que a cidade tem a oferecer.
Há museus, milhares de lojas de artesanato, um monte de rua gostosa de passear, um outro monte de barzinhos ( cinco só na minha rua! ), a cidade fica pertinho de Tiradentes, que é um lugar que eu adoro e o que acontece??? NENHUM amigo meu veio me visitar ainda!!!
Isso é péssimo!
Hehehe
Tô ainda sem inspiração pra escrever, mas queria dar notícias ( se é que alguém ainda passa aqui depois de todo esse tempo sem postar ), e espero voltar logo logo a atualizar o blog.
E tô pensando em imitar o Fabrício e trocar de blog também... tem dia que abro o blog dele só pra ficar admirando o layout, adorei!!!
Heheheh
Beijo pra todo mundo que passa aqui!

[ Editado]

Acessem e opinem:

DEVANEIOS






Devaneado por Jullys, em 00:46


Quinta-feira, Maio 18, 2006

pensei numa série de coisas que poderia escrever.
provavelmente ninguém leria...
ando ansiosa, estressada e cansada demais para produzir algo útil.
um dia eu volto.
até.


Devaneado por Jullys, em 00:43


Quarta-feira, Maio 03, 2006

Avesso
(Ceumar / Alice Ruiz)


pode parecer promessa, mas eu sinto que você é a pessoa
mais parecida comigo que eu conheço, só que do lado do avesso
pode ser que seja engano, bobagem ou ilusão, de ter você na minha
mas acho que com você eu me esqueço, e em seguida eu aconteço
por isso deixo aqui meu endereço
se você me procurar eu apareço
se você me encontrar, te reconheço...



e aí... existem músicas que sacodem a alma...
músicas que insistem em existir para nos lembrar que somos sensíveis.
ando numa crise de sensibilidade à flor da pele.
período em que o sofrimento de pessoas próximas transformam-se em impotência própria.
é... eu acho que a gente bem que poderia conseguir arrancar a dor do peito e devolvê-la ao remetente...


Devaneado por Jullys, em 22:49


Terça-feira, Abril 25, 2006

Meus instintos sentem sede de estrada.
Estradas nunca antes cruzadas, nem meramente percebidas.
Estradas internas, paralelas, sem canteiros centrais.
Arborizadas e floridas.
Um céu azul sem nuvens, com pássaros cantarolando as mais belas sinfonias.
Ao lado um lago azul, de águas cristalinas.

Quem dera minha ansiedade fosse assim tão pura.
E meus desejos fossem assim tão claros.
Simplicidade que eu tanto busco...
É... viver às vezes dá uma angústia danada...

P.s.: ao som de "Você não entendeu nada" (Badi Assad)


Devaneado por Jullys, em 00:05


Terça-feira, Abril 18, 2006

Onde Deus Possa Me Ouvir
(Vander Lee)


Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desegano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.

Adeus...


Sabe quando você ouve uma música e tem vontade de ouvir de novo, e de novo, e de novo?
Aconteceu isso com essa aí hoje (assim como o restante do cd "ao vivo")...
Entro agora em projeto de elaboração do significado dessa obsessão momentânea...


Devaneado por Jullys, em 23:59


É incrível como esse mundo dá voltas.
Inesperadamente, tudo mudo. Aí, de repente, tudo muda de novo.
Há quem diga serem "coisas da vida".
Enfim, minha vida girou há alguns dias atrás.
Hoje, girou novamente, em sentido oposto, mas não menos proveitoso e agradável.
Cada mudança tem suas delícias e inseguranças, mas, seguramente, as duas são óoootimas!
Pausa para pensar melhor sobre tudo, e para esperar o tempo agir.
Depois revelo publicamente quais foram as mudanças.

Mudando de assunto: alguém já escreveu que amizade é a melhor coisa do mundo?
Lógico que sim, mas eu vou insistir nessa máxima até não caber mais em mim.
Só queria registrar, mais uma vez, que AMO muito todos os meus amigos.
Nunca me cansarei de repetir isso!

Ah... pra quem não percebeu (Manu, especialmente pra vc) eu tô feliz mesmo!
Em certo ponto dividida, mas mesmo assim, FELIZ!
E sentir isso é bom pra caramba!


Devaneado por Jullys, em 00:45


Domingo, Abril 09, 2006

Agenda
(Carla Rodrigues)


Um ano
Dois semestres
Três quadrimestres
Quatro trimestres
Seis bimestres
12 meses
52 semanas

como vou sobreviver
365 dias
sem você


Gostei muito desse poema.
Não sei se há o havia postado aqui.
Só pra atualizar mesmo!


Devaneado por Jullys, em 13:55


Terça-feira, Março 28, 2006

Insuportável.
É assim que me sinto hoje.
A incompreensão e a voluntariedade da incompetência humana extravazaram meu limite do suportável.
Estou cansada de ver pessoas discutindo a competência das outras (não no sentido de poder, mas de capacidade mesmo).
Tudo bem, essa última frase foi um dos eufemismos mais baratos que alguém poderia criar para competitividade, mas confesso que não vou perder meu tempo procurando palavras criativas.
Não hoje.
Hoje eu pensei o dia inteiro em como deve ser interessante a vida dos eremitas.
Não tem ninguém pra encher o saco, ninguém pra explorar sua sanidade, ninguém pra te proporcionar, conscientemente, o sentimento de solidão que todos nós evitamos...
Carinho, afeto, afago? Pelos meus últimos posts aqui acho que já deu pra notar minha desesperança nesse lado bom das pessoas...
Hoje eu quis, mais uma vez, uma passagem só de ida para Plutão. É o planeta mais distante do Sol, o último do Sistema Solar, mas principalmente, o mais distante da Terra.
Nunca me senti tão mal por ser humana como hoje.
Nunca me deparei tão de frente com minhas imperfeições, e com toda minha impaciência como hoje (e olha que eu já fiz isso váaaaaaaarias vezes).
Nunca quis ser um pássaro e voar para bem longe TANTO quanto eu quis hoje.
E agora acabo de perceber que hoje já é ontem.
Mas essa angustiante sobrevivência não cessa, e isso é o bastante para me cansar pelos próximos 30 anos.


Devaneado por Jullys, em 00:47


Terça-feira, Março 21, 2006

Aí eu me peguei pensando em olhares...
Em como eles revelam ou escondem sentimentos, desejos, atitudes...
Na imensa capacidade que eles têm de apaixonar ou desencantar outra pessoa...
Em seus imensos significados: esperança, desilusão, dissimulação, amor, carinho, afeto.
E de tanto pensar em olhares, percebi o quanto sinto a falta deles.
Hoje em dia as coisas estão mais táteis, e um pouco menos "visíveis" (se é que vocês me entendem)...
Postei um texto no flog cuja última linha bem poderia ser de minha autoria, se eu tivesse tamanha sapiência e perspicácia: "Sou do tempo em que um piscar bastava".
E eu penso isso mesmo, e eu sinto falta disso... de sentir aquele arrepio quando alguém nos olha nos olhos, e a gente fica tentando decifrar o significado daquele olhar...
Eu queria muito, mas muito mesmo, encontrar uma pessoa que fizesse meu coração bater mais forte com apenas um piscar de olhos...
Mas acho que meu olhar atualmente transmite toda minha desesperança nesse acontecimento...


Devaneado por Jullys, em 23:54


Quinta-feira, Março 16, 2006

mala
do Fr. malle
s. f.,
caixa coberta de couro, lona, lata ou outro material, fechada com cadeado ou chave onde se guardam ou levam objectos, geralmente roupas;
saco de pano ou couro quase sempre fechado com cadeado.


+

pesado
adj.,
que tem muito peso;
trabalhoso;
árduo;
rude;
aborrecido;
molesto;
lento, vagaroso;
que não tem elegância ou vivacidade;
denso;
compacto;
grosseiro;
injurioso;
violento;
caro;

pop.,
difícil de digerir.


+

metáfora
do Lat. metaphora < Gr. metaphorá, transporte, translação
s. f.,
tropo em que a significação natural de uma palavra é substituída por outra, por virtude de relação de semelhança subentendida;
tropo;
sentido figurado;
imagem;
figura.


=

BURRICE PERSISTENTE CONSCIENTE


P.s.: Momento de piada interna exclusiva.
Mas não poderia deixar de registrar esse momento!


Devaneado por Jullys, em 02:06


Segunda-feira, Março 13, 2006

Corria da própria vida como atleta de maratona.
A única medalha era a certeza de que sua incerteza nunca findaria.
Cruzava as esquinas como quem cruza os braços sobre o corpo, em sinal explícito de quem quer se calar.
Transpirava o suor frio dos aflitos.
Sangrava o medo dos convocados ao Iraque.
No pódio de chegada, calou-se como se calam os apaixonados quando se olham.
Percebeu-se vitoriosa de sua própria derrota.
Brindou seu heroísmo na solidão de seu quarto.
E fechou-se uma vez mais em busca de novas verdades.

(Ju Furtado)



Devaneado por Jullys, em 22:14


Segunda-feira, Março 06, 2006

Mudei o template de novo.
Na verdade eu queria uma cor mais clara, que não fosse o branco.
A que ficou menos feia foi essa, embora eu estivesse procurando por algo mais próximo do prata.
Enfim, eu queria fazer um post legal.
Mas não encontrei inspiração para escrever sobre nada.
Entediada de novo.
Ansiosa mais ainda.
Quem sabe amanhã não vem alguma idéia pra escrever aqui...


Devaneado por Jullys, em 00:57


Sábado, Fevereiro 18, 2006

Mundo estranho esse...
A gente se pega apegado demais a coisas e/ou eventos que sabemos que passarão...
A gente se pega apegado demais a pessoas que o vento leva...
Tudo deixa marcas na gente.
Tudo leva um pouco do pouco que a gente às vezes é.
E às vezes a gente se pega se desfazendo de um monte de elos fundamentais à sobrevivência.
E fica procurando sentido onde não há nenhum sentido.
E justifica atitudes que não tomou por covardia com um sorriso amarelo.
E mente a si mesmo dizendo: "_ pronto, passou!".
Essa ciranda da vida me pega sempre no mesmo ponto.
Aquele exato ponto onde me perco por opção e me reencontro por medo.
Continuo em busca de uma passagem só de ida para Plutão.
Não quero mais saber de bagagens, nem de bagagem de existência.
Tô cansada de um tanto de coisa que não se cansa de me cansar.


Devaneado por Jullys, em 02:51


Domingo, Fevereiro 12, 2006

A palavra 'desistir' normalmente é associada ao fracasso.
Que seja.
Mas fracassar é inerente ao ser humano, então desistir também é.
E na onda dos posts curtos e sem assunto interessante, comunico que estou pensando em desistir desse blog.


Devaneado por Jullys, em 22:13


Sábado, Fevereiro 11, 2006

"O mundo acabará num dia de sol."
Essa frase passou pela minha cabeça assim que abri os olhos essa manhã.
Corri para a janela e o sol brilhava.
A noite chegou e me provou que nem sempre minha intuição é digna de confiança.


Devaneado por Jullys, em 00:26


Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006

hoje resolvi escrever sobre o tédio que me domina. não sei se a palavra seria bem tédio, mas estou tão entediada que não quero nem pensar se existe outro nome para o que eu estou sentindo. e quando o 'tédio' me invade eu não consigo pensar em mais nada. quer dizer, até consigo, mas parece que tudo o que existe perde um pouco de sua importância, e perde muito de seu brilho. coisas que eu gosto de fazer eu não quero. então faço tudo o que não quero e escrevo dessa forma, sem a menor vontade de ser lida, desejo menor ainda de ser interpretada (e consequentemente compreendida). fica tudo tão pequeno que resolvi ignorar até as regras da gramática. aliás, não existem (ou não deveriam existir) regras para pessoas entediadas. deveriam existir antídotos. e por estar assim entediada fico escrevendo um monte de besteira. enquanto escrevo tudo isso penso em outras coisas que não quero escrever. é assim mesmo. a gente faz muito mais o que não quer do que o quer realmente. e querer fazer nem sempre significa realizar. e quase sempre pra realizar a gente precisa de algo mais que querer. e eu já vi que vou passar a noite inteira num monólogo afônico sobre o que eu quero fazer nos próximos 30 anos. se é que vou viver mais 30 anos. se é que preciso de mais 30 anos pra descobrir que já perdi coisa pra caramba, e que muito do que eu gostaria de conquistar simplesmente sumiu do meu caminho, tomou seu próprio rumo e não quis saber o que isso causaria. é, parece que o tédio fez com que minhas poucas idéias se misturassem ainda mais. acho que chega. já fiquei entediada até de escrever sobre o tédio. sentimento besta esse.


Devaneado por Jullys, em 21:18


Segunda-feira, Janeiro 30, 2006

A Entrega Real
(Clarice Lispector)


Enfim, enfim quebrara-se realmente o meu invólucro, e sem limite eu era.
Por não ser, era.
Até ao fim daquilo que eu não era, eu era.
O que não sou eu, eu sou.
Tudo estará em mim, se eu não for; pois 'eu' é apenas um dos espasmos instantâneos do mundo.
Minha vida não tem sentido apenas humano, é muito maior - é tão maior que, em relação ao humano, não tem sentido.
Da organização geral que era maior que eu, eu só havia até então percebido os fragmentos.
Mas agora, eu era muito menos que humana - e só realizaria o meu destino especificamente humano se me entregasse, como estava me entregando, ao que já não era eu, ao que já é inumano.
E entregando-me com a confiança de pertencer ao desconhecido.
Pois só posso rezar ao que não conheço.
E só posso amar à evidência desconhecida das coisas, e só me posso agregar ao que desconheço.
Só esta é que é uma entrega real.


Clarice Lispector, in "A Paixão Segundo G.H"



Devaneado por Jullys, em 23:11


Sábado, Janeiro 21, 2006

sentir é algo indescritível e ponto.
faz bem.
faz mal.
mas a gente sente.
e se a gente sente a gente sente falta.
e se a gente sente falta é porque é importante pra gente.
e se é importante pra gente...
nada mais importa...

com excessão de quando a pessoa por quem a gente sente
não faz nenhuma questão
de assumir o que sente pela gente.

(Ju Furtado)


Devaneado por Jullys, em 03:13


Domingo, Janeiro 15, 2006

a janela aberta convida ao salto.
o precipício convida ao salto.
quase todos os sonhos convidam ao salto.

mas o salto, a imagem libertadora, só existe quando aconteço.
e vivo angustiantemente uma seqüência de não-acontecências.
ou de acontecências inversas.
não sei.

então salto de novo para dentro procurando abrigo.
inútil.
o abrigo está distante de todos os sentidos.
está porque quer.
quer porque não sabe que existe.

e me pergunto, incansavelmente, por que salto tanto.
salto para encontrar razão para existir.
talvez em um desses saltos eu encontre minha existência sangrando, reclamando minha ausência.
e passe então a acontecer.

(Ju Furtado)



Devaneado por Jullys, em 02:48


Terça-feira, Janeiro 03, 2006

Eu Não Vou Perturbar a Paz
(Manoel de Barros)


De tarde um homem tem esperanças.
Está sozinho, possui um banco.
De tarde um homem sorri.
Se eu me sentasse a seu lado
Saberia de seus mistérios
Ouviria até sua respiração leve.
Se eu me sentasse a seu lado
Descobriria o sinistro
Ou doce alento de vida
Que move suas pernas e braços.

Mas ah! eu não vou perturbar a paz que ele depôs na praça, quieto.


Feliz 2006 a todos que aqui passam!


Devaneado por Jullys, em 09:06


Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

Dois posts abaixo, eu revelei minha insatisfação frente à indecisão alheia.
Pois bem. O problema é que agora me vejo do outro lado da história, mesmo estando na mesma posição.
Como assim?
Simples... acabo de perceber que a indecisão alheia só será importante se eu decidir permanecer indecisa.
Caso eu decida algo que independa do que outra pessoa decide, o problema será resolvido.
E é exatamente esse o ponto chave da história.
Até agora eu não decidi que decisão devo tomar.
Mesmo já tendo caminhado (meio na contra-mão, como a maioria dos cancerianos) em direção a uma delas.
Se esta decisão, que ainda não foi totalmente tomada, é a mais correta, só o tempo irá dizer.
Mas esperar que o tempo me diga qual decisão tomar é exatamente o que vem me deixando indecisa...
Enfim, enquanto eu não decido racionalmente sobre nada, vou seguindo o caminho desta minha pseudo-decisão iniciada.
Só espero conservar a lucidez até o final dessa jornada...


Devaneado por Jullys, em 01:15


Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

Penso que o palco deve ser um lugar mágico.
Lá é possível ser outra pessoa, sentir outros medos, ter outros sonhos, encontrar outras maneiras de "viver" outras vidas.
Hoje encontrei meu palco. Quando a porta se fecha, as cortinas se abrem.
E assim, à meia luz, vinho e música baixa, me sento à margem do rio, com um bloco nas mãos.
As águas do rio são confusas: ora turvas, ora cristalinas, dependendo do ângulo da minha visão.
Sob uma macieira vejo uma fada. Ela se aproxima lentamente e seca meus olhos.
Com um sorriso nos lábios, me olha como quem espera perguntas.
Então questiono:
- Como um simples nome entre as mãos pode parar o tempo e mudar uma vida?
Ela me acaracia os cabelos e responde com uma cruel ternura:
- Apaixonando-se.
Simples assim, sorri novamente, dá meia volta e desaparece.
E como ao final de todo espetáculo, as luzes se acendem.
Meu teatro sem platéia se cala, exceto por um certo órgão, teimoso e marrento, que insiste em gritar:
- Acorda! Essa é a sua vida. Você pode representar o quanto quiser, mas enquanto eu viver, vou lembrá-la o tempo todo de que existo!
Com o rosto franzido, amasso o papel.
Atitude infantil que o órgão teimoso logo condena com uma estrondosa gargalhada.
Percebo que o que estava escrito no papel está gravado na alma...
Volto ao meu mundo e concluo que aquele danado anda falando demais...
Alguém aí me arruma uma mordaça?

(Ju Furtado)



Devaneado por Jullys, em 23:34


Sábado, Dezembro 17, 2005

Alterando o "Aurélio"

[i-n-d-e-c-i-s-o]: é aquela pessoa a quem outra entrega várias opções, e ela decide não escolher nenhuma delas.

[i-d-i-o-t-a]: é a pessoa que fornece as opções ao indeciso.

ando pensando nessas palavras.
ando pensando num monte de coisas.
ando esperando uma série de decisões.
ando...


Devaneado por Jullys, em 20:54


Segunda-feira, Dezembro 12, 2005

Ando cansada.
Sobretudo de alguns problemas que insistem em invadir um espaço que não quero abrir.
Ou que não posso fechar, não sei bem.
Mas só sei que ando cansada.
Muito cansada.
Gostaria de descobrir se esse cansaço me levará a algum lugar.
Ou levará os meus problemas a outro lugar, distante de mim.
Já não sei mais.
O que me cansa é tudo o que mais quero...
E tudo o que mais quero já me cansou demais...


Devaneado por Jullys, em 22:40


Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

Dia desses acordei com taquicardia.
Em vez de me preocupar, me assustei: mesmo sozinha, ouvia uma discussão que não sabia de onde vinha.
Aos poucos percebi que as vozes vinham da minha garganta, exatamente onde sentia o coração pulsar.
E resolvi prestar atenção na conversa...

- Por favor, nos escute, não somos espiões!
- Sim, sim, já conheço esse lero-lero, vocês tentam me enganar o tempo inteiro, desta vez não caio!
- Não.. Nós fazemos parte da "Comissão de Análise Emotiva", fomos designados para te ajudar a entender o que não quer ver!
(suspiro)
- E esperam que eu acredite nisso? Vocês já me enganaram inúmeras vezes! Essas análises nada provam de consistente, elas apenas servem para me iludir. Quando acredito no que tentam me dizer, eu é que padeço.
- Senhor TEIMOSO, nós não estamos contra você. Só queremos que você limpe essa sujeira. Está impossível adentrar em seu território. Olhe para nós, plantados aqui na porta, travando uma discussão que acabará por acordar quem não precisa. Se aquela em que vivemos acordar, terá de fazer uma escolha. E cansamos de vê-la fazer escolhas erradas...

Que susto! Não sei como, mas consegui perceber quem conversava na minha garganta: meu coração (isso mesmo, eu não estava enganada, era lá que ele pulsava) e dois seres estranhos que pareciam parte de mim, deduzi que fossem os dois únicos neurônios desenvolvidos que possuía...

- Enfim, já que o senhor não quer nos entender, vamos tentar deixar nosso recado.
Após uma análise criteriosa, descobrimos que o senhor se boicota.
Não se ouve, ouve a todos, e não faz nem o que as outras pessoas esperam, nem o que deseja.
É por isso que sofre.
Por isso essa capa de tristeza ao seu redor, que se não for cuidada, acabará por corroer todo o organismo.
Viemos precavê-lo e alertá-lo: estas instabilidades por que passa, sempre ocorrerão, nem sempre pelo mesmo motivo. Basta saber lidar que tudo se resolverá.
Esse era o nosso recado. Espero que tenha registrado para, ao menos, tentar compreendê-lo.
E nunca se esqueça que não somos rivais. Sua deficiência de funcionamento prejudica nosso rendimento.
Voltaremos daqui há algum tempo para concluir o relatório.
Até breve.


Aquilo me deixou assustada... Qual seria a resposta do meu coração?!?!

Estranhos esses seres... Têm teoria para tudo, até para a parte do corpo que eu comando.
Será que eles não pensam que o fato de analisarem todas as situações me faz sofrer?
Não adianta, não nasci para predestinar meus sentimentos.
Eles surgem com a vida daquela onde pulso. De acordo com o que ela se permite.
E ainda me dizem que não são meus rivais... Ela não faz nada sem consultá-los...
Estou fadado a depender de decisões alheias.
A nunca ser consultado.
Se ao menos ela estivesse acordada...

É nessas horas que prefiro o silêncio.
Ele é meu amigo.
Quando essas duas partes se entenderem, deixo de calar...


(Ju Furtado)



Devaneado por Jullys, em 22:27


Quinta-feira, Dezembro 01, 2005




o momento é de silêncio.
de todos os lados.
de todas as formas.
psiu...


Devaneado por Jullys, em 23:48


Quinta-feira, Novembro 24, 2005

Queria conversar sobre suas fraquezas.
Fraquezas que escondeu no fundo dos olhos, mas que reluzem no brilho do olhar.

Queria enteder seus medos.
Seu medo do escuro, por ser onde sente proteção.
Por permitir que ele revele o que você esconde durante todo o dia.

Seu pavor dos sentimentos.
Por serem a razão de sua existência.
E ao mesmo tempo seu maior motivo de temor.

Sua resistência.
Sua teimosia.
Sua incapacidade de aceitar o inaceitável.
Sua incompreensão em entender que nem tudo é para ser entendido.
Há o que se viver.

Enfim.. seu medo da vida.
Seu medo em não conseguir alterar as próprias imperfeições.
Suas auto-cobranças intermináveis.

Sua angústia em perceber que a angústia causa dor, mas a dor é ainda mais forte que a própria augústia.
(Ju Furtado)



Devaneado por Jullys, em 21:59


Domingo, Novembro 20, 2005

"...
Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio."

(Clarice Lispector - Dá-me a tua mão)


ainda em uma fase silenciosa.
ainda em uma fase em que palavras são desnecessárias.


Devaneado por Jullys, em 21:49